terça-feira, 16 de junho de 2009

Oscar 2000!


Em 1999 estréia nos cinemas um filme que iria mexer com a cabeça de todos,e com certesa um grende sucesso de bilheteria.

O Sexto Sentido!

O mundo parou com aquele menino que via gente morta! E com qual frequencia? Todo tempo! Sustos,emoções e um grande e surpreendente final formam esse excelente filme.
O tempo passa e chega o ano 2000. Contagem regressiva para a entrega do Oscar para os cinéfilos. O grande dia chega e com ele a espectativa de qual filme iria ganhar a principal estatueta. Fiquei acordado até umas duas horas da manhã para ver O Sexto Sentido ganhar o Oscar de melhor filme,e vou ser sincero,quem deveria ganhar um Oscar sou eu e todos aqueles que conseguem assistir aquela premiação até o final. É muito cançativo e aquelas piadinhas que os atores são obrigados a fazer já estão manjadas! Mas enfim,voltando ao assunto,ao abrirem o envelope e aclamarem a famosa frase tive uma grande descepção! Deu Beleza Americana!
Eu e todos os fãs de O Sexto Sentido não podiamos acreditar que aquele filme das petalas de rosas poderia levar a principal estatueta. Fustrante!
Um ano passa e a Globo anuncia o vencedor do Oscar no Tela Quente, e como antes,não tinha interesse de ver esse filme. Chegando em casa depois de um dia cançativo o que eu mais queria era esticar meus pés no sofá e quando ligo a TV está lá a primeira cena do filme.
Assisti o filme sem mesmo ir ao banheiro...Pronto! Nasceu uma nova paixão!!

Beleza Americana!

Depois que assisti esse filme eu vi o quanto ele mereçeu receber a estatueta...Bem melhor do que o filme dos mortos. Qual o nome dele mesmo?

BELEZA AMERICANA

http://www.adorocinema.com/filmes/beleza-americana/beleza-americana01.jpg

Sinopse
Lester Burham (Kevin Spacey) não aguenta mais o emprego e se sente impotente perante sua vida. Casado com Carolyn (Annette Bening) e pai da "aborrecente" Jane (Tora Birch), o melhor momento de seu dia é quando se masturba no chuveiro. Até que conhece Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. Encantado com sua beleza e disposto a dar a volta por cima, Lester pede demissão e começa a reconstruir sua vida, com a ajuda de seu vizinho Ricky (Wes Bentley).



Beleza Americana é caótico em seu humor negro. Totalmente ofensivo às aparências do american way of life. Dois lemas explorados por personagens do filme servem para ilustrar o que move o roteiro: "Quando você não tem nada a perder, você pode arriscar tudo!" e "Não existe nada pior que ser uma pessoa comum!"
É de uma admiração chapante ver como várias tramas paralelas vão se ligando e mexendo com valores que muitos julgam intocáveis. Pura aparência. Símbolos americanos são despidos e toda a hipocrisia salta na tela levando o público ao sorriso. A famosa imagem de Marilyn Monroe enrolada num lençol de cetim vermelho se transformou em Ângela (Mena Suvari, de American Pie) deslizando sensualmente entre milhares de pétalas vermelhas.
Aliás, a personagem de Mena Suvari exala sexualidade em todas as suas passagens pelo filme. Ângela faz questão de narrar suas tórridas experiências sexuais para, no final, revelar sua inexperiência e medo de ser comum. O sexo é um dos motores do filme, mas ele está dentro de um contexto que o público sequer se importa com o seu teor. A influência sexual na vida das pessoas é mostrada de três ângulos diferentes: homossexualismo sugerido, as descobertas da adolescência e as crises e traições extra-conjugais.


De uma submissão à mediocridade até as revoluções causadas pelas visões que ele tem de Ângela, amiga de sua filha Jane, que aparece para ele em sonhos e em público misturando devaneios à realidade. Lester é capaz de ações incomuns entre si: se masturba no banheiro de manhã (o que considera o melhor momento de seu dia), briga no trabalho, passa a fumar maconha e a fazer musculação, ao mesmo tempo em que tenta se reaproximar, sem sucesso, da filha rebelde.

É impossível não se emocionar com Beleza Americana. É impossível não se ver em alguma situação ou no lugar de algum personagem do filme. Apesar de toda ironia, ofensa, cinismo e crítica o filme é bem realístico. Não faltam as reuniões de meninas falando futilidades sobre garotos e moda, pessoas influenciadas pela ganância e competitividade do mercado de trabalho na Globalização, fraquezas nutridas por livros de auto-ajuda, relacionamentos familiares desmoronando sem reação alguma e ansiedade juvenil embalada por cigarros de maconha.

Não tem como falar de Beleza Americana sem citar a cena do saco plástico.Uma cena simples,com um video simples de um saco simplesmente voando. Perfeita! As palavras de Rick na sena te fazem arrepiar mais do que um sopro na nuca. Demonstra a vida de um modo simples!

http://lh5.ggpht.com/acasum/SMm9MxFsm1I/AAAAAAAAAKk/l3BVIu-HN54/s800/Saco%20Pl%C3%A1stico%20de%20Beleza%20Americana.gif.jpg

Curiosidades

- Logo após o lançamento de Beleza Americana surgiram vários boatos acusando Kevin Spacey de pedofilia, já que teria mantido relações com Mena Suvari (na época menor de idade). A notícia foi desmentida por ambos.

- Na edição final, o diretor Sam Mendes terminou por retirar quase 5 minutos do final do filme, alternando radicalmente o fim da história.

- American beauty é um tipo de rosa muito cultivada nos Estados Unidos, com uma peculiaridade: ela não possui espinhos nem cheiro, uma metáfora sobre o vazio do americano comum.


Beleza Americana foi um dos favoritos ao Oscar em 2000, mas não é o tipo de filme que a Academia costuma premiar. Um exemplo foi o que aconteceu com o ótimo, crítico, irônico e original Show de Truman ano passado Mesmo assim, Beleza Americana ganhou cinco estatuetas: melhor filme, ator, diretor, roteiro original e fotografia. Este ano a coisa foi diferente porque não havia nenhuma grande produção milionária e, porque por trás de Beleza Americana está a Dreamworks, o estúdio de Spielberg. Mesmo se não ganhasse nenhum Oscar, o sorriso de Lester, morto no final do filme, justifica um dos filmes mais agradáveis já feitos.


Trailher do Filme


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