terça-feira, 2 de março de 2010

Matando Aula


Hoje acordei sem disposição para as coisas,mal conseguia me levantar da cama. Minha irmã ficou toda hora me chamando dizendo que eu iria me atrasar para a faculdade,eu sem nenhuma vontade de levantar disse que estava passando muito mal. Tadinha! Ela foi na rua,comprou remédio e disse pra eu ficar em casa descansando. Chegou a vez da minha mãe que ficou me perguntando o por que de eu não ter ido para faculdade. A resposta não poderia ser diferente,-não estou me sentindo bem,acho que estou ficando com febre!
Logo quando as duas saíram para seus respectivos trabalhos eu melhorei e pulei para o computador,fui logo checar meus emails e quando abro um email da faculdade está lá um comunicado informando que hoje não haveria aula.
É fiquei feliz por não ter levado falta mas ao mesmo tempo me senti um idiota por ter inventado toda aquela mentira. Isso até me lembrou um episódio do Chaves,onde eles faltam a aula e no final era sábado. Fiquei rindo sozinho ao perceber que eu não nasci para ser um Ferris Bueller. A única coisa que me restou foi ficar vendo o filme Curtindo a Vida Adoidado debaixo de um edredon,como se eu realmente tivesse doente!!
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Quem ousaria acreditar que o cinema dos anos 80, mais especificamente as comédias adolescentes, poderia um dia expressar uma época e representar de tal forma uma geração que não se perdeu no tempo, mas que permanece na mente e no coração de tantos jovens (ou não) de nossa contemporaneidade? Como, então, alcançaríamos tão agradável sensação de reconhecimento ideológico, se não tivéssemos a chance de ver e rever nas telinhas de sessão da tarde, filmes como um “Clube dos Cinco” ou “Curtindo a Vida Adoidado”, que, através de um discurso libertário, vem trazer-nos novas perspectivas de vida e de comportamento, povoando nosso imaginário e discutindo nossos problemas sem precisar impor-se autoridade no assunto?
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Assistir aos bons clássicos de John Hughes é justamente sentir vibrar na tela uma emoção atemporal. Os jovens daquela época estão ali pra dialogar com a nossa porque, de fato, pouca coisa mudou de lá pra cá. Ainda somos filhos de uma geração desiludida. E John Hughes soube captar o que, em minha opinião, seja o mais importante. Nos anos 80, ou talvez antes, os jovens já ignoravam de imediato o apoio de uma figura de autoridade para entender aquilo que eles estão passando. E Hughes transpôs isso na figura de Ferris Bueller (Mathew Broderick), que não se confronta com o pai pelo simples fato de não conseguir extrair de “seu velho” um conselho relevante. A gíria pode ser engraçada, mas revela não só a diferença de idade entre pai e filho, mas antes de tudo, a diferença de mundo. Ferris Bueller sabe que seu pai é bem intencionado, mas incapaz de orientá-lo. Com os mesmos olhos encara a escola. A instituição escolar talvez seja pior de lidar, principalmente se quem comanda a sala de aula sejam aqueles sujeitos velhos e completamente desinteressantes que dão aula como se estivessem lecionando para as paredes.
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Pra que então perder tempo com um dia numa escola tradicional se o dia lá fora está magnífico? Se nada do que passa na sala de aula faz sentido? “A vida se move depressa demais. Se você não pára e não olha ao redor dela de vez em quando, pode perdê-la de vista.”, nos diz Ferris Bueller, determinado a curtir o seu dia da melhor forma possível, mesmo que para isso tenha que enganar os pais, alegando estar doente. E não se pode curtir um dia sozinho. Seu melhor amigo Cameron Frye (Alan Ruck) tem que ressuscitar do seu leito (imaginário) de morte e liberar a bela Ferrari do papai para o passeio, pois, como disse, tem que ser um dia magnífico. A namorada de Ferris (Mia Sara), resgatada da escola graças à magnífica atuação de Frye (que se faz passar pelo pai da moça através de uma ligação telefônica), realmente não tem o que se queixar. O diretor da escola, o incansável Edward Rooney (Jefrey Jones), tenta de um tudo para desmascarar as artimanhas do doce e querido Ferris Bueller, cuja suposta doença faz com que sua popularidade e aceitação na escola cresçam cada vez mais, o que acaba por aumentar o rancor de Jean pelo irmão Ferris, já que a mesma dedica todo o seu tempo sempre cumprindo ordens, fazendo os deveres de casa, enquanto o irmão se dá bem sem sequer se esforçar pra isso.
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Mas qual seria o roteiro de passeio ideal dos três amigos? O que vocês sugeriram? Que tal uma parada rápida na Bolsa de Valores? “O quê? Mas que ridículo!”, você leitor poderia exclamar. Mas qual o problema de observar o caos vivido pelas centenas de pessoas que trabalham na Bolsa de Valores, esses pequenos seres humanos que para garantir uma vida de conforto se inserem em um ambiente esquisito, abafado, e, agora sim, tão ridículo?! Até o próprio desajeitado Cameron faz hora com os engravatados, imitando os sinais confusos pela quais os mesmos se comunicam. Prosseguindo o passeio, outra parada rápida para… Ah! O alto de um prédio, só para olhar as coisas de um outro ângulo, para ver toda a cidade lá de cima, e aquelas pessoas tão minúsculas, vivendo seus minutos de uma forma tão mecânica, lá em baixo. A próxima parada se faz num museu, onde podemos ver lindas tomadas daqueles jovens apreciando quadros de pintores famosos. E aqui abro um destaque para a cena em que Cameron aguça seu olhar para um garotinho perdido numa pintura. O garotinho ali representaria o próprio Cameron, subordinado pela onipotência do pai, sempre posto ali para ridicularizar o filho. Para reabastecer as energias, nada melhor que uma parada num restaurante caro, que, ironicamente, aceita a entrada dos jovens mal vestidos pelo simples fato de Ferris fazer-se passar por um importante magnata. Num mundo onde o “ter” prevalece sobre o “ser”, porque não reinventar nossa realidade por alguns minutos?
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Vale a pena. E como vale a pena ver Ferris Bueller em cima de um dos carros alegóricos de uma parada alemã (sim, uma parada alemã no braço armado da América, que se chama German American Appreciation Day), dublando Twist and Shout para uma multidão que se enlouquece em pleno coração de New York! Não… Ferris Bueller não é nenhum delinqüente, muito menos um marginal que aspira medo, nem mesmo está disposto a fazer uma revolução que desmoralize as figuras autoritárias de sua juventude. Ele é a favor do “sim”, de viver o instante como se fosse realmente o último, mesmo que seja por um só dia. Mesmo que tenha que brincar com as representações, de ser “o outro” para a sociedade que costuma a subjugá-lo.
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É preciso deixar de ter medo de viver à vida, de se enterrar numa cama recheada de remédios inibidores de felicidade. É preciso também parar de seguir o manual de orientação, de seguir o que está na bula, na receita, nos costumes… É preciso parar de invejar a vida do outro, sem voltar os olhos para a sua. É esta a grande lição que nos apresenta Ferris Bueller. E se você ainda não entendeu, desligue já esse computador e saia pra ver a luz do dia.
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CENA DA PARADA
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Maravilhas Tecnológicas


Correspondendo todas as expectativas que gerou, “Avatar”, o mais novo e belo trabalho de James Cameron, pode ser considerado, porque não, o melhor filme comercial da década. O êxtase provocado pelas suas quase três horas de projeção fazem do longa um esplendor visual aprazível, que acalenta e encanta, regendo emoções e energizando a alma.

Ainda que o roteiro do próprio diretor, ao mesmo tempo que inova, escorrega em clichês inacreditáveis, não perde o brilho, e tais clichês acabam passando em branco devido a exposição sensorial que o planeta Pandora transmite, com toda magia acerca de um povo, os Na’vi, habitantes vivendo em função da mãe natureza, conservando a beleza bucólica de um verdadeiro paraíso. É a primeira alfinetada aos seres humanos – não se sinta constrangido em sair do cinema com raiva de seus semelhantes – e muitas outras virão.

Filme Avatar


A raça humanóide Na’vi, dotada de uma cultura com idioma (o diretor contratou um linguista para criar um idioma coerente) e crenças, depara-se com o desafio de enfrentar aqueles que vem das alturas, helicópteros e naves de última geração, pilotadas por humanos. Esses que descobriram a existência de um metal cujo valor é bilionário naquele planeta e decidiram, sem demora, extraí-lo. O homem é retratado em sua pior forma, a gana caótica, seu instinto de auto destruição, levado além da Via Láctea no ano de 2156 em que a Terra já não é o bastante.
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Nessa missão, o veterano fuzileiro paraplégico Jake Sully é convocado a assumir o lugar de seu irmão morto, comandando um híbrido Na’vi criado em laboratório a fim de convencer os líderes das tribos de Pandora a facilitar a acessibilidade das máquinas devastadoras. No entanto, não contava com a identificação que sofreria com aquele povo, tendo ainda a possibilidade de seu Avatar devolver o movimento de suas pernas, reconhecendo após valores perdidos e os quais estavam sendo priorizados. A história não surpreende, moraliza, martela em nossa cabeça ao mesmo tempo que desenvolve um relacionamento entre Jake e a personagem mais encantadora da história, Neytiri.



A ação frenética, abre margens ao réquiem de Pandora, numa mitiga narrativa que antecede a destruição. Dividindo as tomadas em filmagens de set e efeitos completamente computadorizados, “Avatar” nos convida para um mergulho em uma outra dimensão, requisitando um olhar aspirante ao quanto estamos vitimizando a terra. Chama-se a atenção a estética tão bem retratada pelo fotógrafo Mauro Fiore, juntamente a direção artística comandada por Nick Bassett.
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Cameron explora detalhes com precisão cirúrgica, fazendo diretores como Michael Bay de “Transformers” pensar em aposentadoria. E se não é o bastante o apuro do contexto, não perde a linha em explorar seus personagens, como Jake abandonando princípios militares ou a cientista Dra. Grace questionando o existencialismo religioso em nome da ciência. O elenco encabeçado por Sam Worthington, divide os créditos com Zoe Saldana, Michelle Rodriguez e claro, Sigourney Weaver, da franquia “Alien”.
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Essa não poderia faltar. “Avatar” amarrara na poltrona quase todos os tipos de público, feliz daqueles que puderam conferir em 3D legendado, desmistificando mitos, através dessa experiência sensorial única, como anteriormente o cinema não havia realizado.







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sábado, 12 de setembro de 2009

Ménage à trois!!


A voz do povo não é a voz de Deus!
Foi o que pensei ao sair da sala do cinema após assistir o segundo filme dos Os Normais.
Sou super fã da série e amei o primeiro filme,quando soube do segundo dei pulos de alegria e não via a hora de chegar nas telonas. O filme lançou e logo vieram as críticas. No famoso bonequinho do jornal O Globo,ele bate palma sentado para o filme,o que mostra que o filme é bom. Mas as críticas não pararam por ai,vieram várias bombardeando o filme principalmente pelo tempo de duração,75 minutos.
Perdi toda a vontade de ver po filme. Não a nada pior do que ir ao cinema e se decepcionar com o filme.
Uma amiga aminha insistiu muito para que fossemos ver o filme e ao sair da sala vi o quanto as criticas estavam erradas.
Eu simplesmente adorei o filme!!
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OS NORMAIS 2-A NOITE MAIS MALUCA DE TODAS

Entediados com o casamento, Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) saem à procura de uma terceira pessoa para apimentar a relação. Em sua busca na noite de Copacabana, encontram uma mulher (Danielle Winits) separada, cantando no karaokê de uma boate decadente, dentre outras figuras que amaluquecem ainda mais essa noite.

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Para começar,uma das melhores coisas do filme fica por conta da sua abertura,que vem com os protagonistas cantando no Karaokê a musica Viva la vida loca de Rick Martin. Muito engraçado mas ao mesmo tempo pode doer os ouvidos pois Fernanda Torres é péssima cantora.

O filme,que igual a série,se passa em uma única noite onde os protagonistas passam por diversas situações malucas. Na minha opnião esse é o ponto que diferencia este filme do primeiro,pois o primeiro filme tinha uma história em torno do casal,e neste são situações que vem acontecendo ao decorrer do filme. Iguais a esses besteiróis americanos,mas em versão brasileira. De repente esse pode ter sido o ponto fraco na visão das pessoas,que costumam sempre rebaixar o que é brasileiro. Não acho graça em uma mascara do pânico fumando maconha e cantando um rap,mas esse filme fez muito sucesso,mas se fosse feito aqui tenho certesa que as críticas seriam negativas.

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Muitas piadas do filme são forçadas,como a do Urineu. Mas mesmo assim nos levam ao riso pela situação e a excelente atuação dos atores.

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O caso do filme ter apenas 75 minutos de duração foi bem positivo,ja que não ficou uma coisa enjoativa. Ultimamente vem acontecido muito isso com os filmes,principalmente os de comédia,que por serem compridos é chegada a uma parte do filme onde não tem mais pra onde ir,começa então a ser empurrado com a barriga,fazendo o telespectador se enjoar do filme.
Também é positivo pelo fato de ser rápido e prático. Você entra,se diverte e sai. Diferentes dos filme com 3 horas de duração onde tem que ser bem fã para se aguentar até o final.

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O filme pareçe mais um especial de fim de ano da Globo,mas é super divertido. E como todo bom filme brasileiro cheio de palavrões,e situações de sexo,mas sem apelar.
Outra coisa positiva do filme é que em muitas cenas o casal se separa e cada um passa um por uma situação,risadas em dobro.

O melhor do filme fica por conta de Vani fumando um cachimbo e ficando drogada.
Mas o que marca mesmo o filme é que finalmente o casal sai do noivado e se casam!!


Trailher Proíbido!!

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tela Quente!



Últimamente não tenho tido tempo para ir ao cinema,então não resta outra alternativa se não lembrar de filmes que a Rede Globo adora pasar em sua Tela Quente!

Eu tenho uma coleção de dvds,já são uns 327 titulos originais. E ontem eu estava arrumando quando de repente um filme me chamou a atenção. Tudo Pra Ficar Com Ele,esse filme deve ser o filme que eu mais assisiti. Juro,choro de rir toda vez que assisto,igual a mágica do Chaves(piadas antigas,mas mesmo sim não tem como não ri). Não resisti e assisti,então resolvi falar um pouco sobre esse filme!




TUDO PRA FICAR COM ELE

O título, o pôster e a atriz principal enganam. À primeira vista, tem-se a impressão que Tudo Para Ficar Com Ele é apenas mais uma daquelas comédias de mau gosto dos Irmãos Farrelly, do tipo Quem Vai Ficar com Mary? Felizmente, não é. Mesmo resvalando na baixaria, Tudo Para Ficar Com Ele é muito mais inteligente, criativo e divertido do que qualquer filme dos Farrelly. O que pode não significar muita coisa, mas já é um bom começo.



A trama é centralizada em três belas amigas. Christina é a gostosona do pedaço, tem todos os homens que deseja, mas foge de relacionamentos sérios como diabo da cruz. Courtney quer mais é curtir a vida, enquanto não chega seu príncipe encantado. Se é que ele chegará. E Jane, a mais careta, está em depressão após ter sido dispensada pelo namorado. Quando as três decidem ir a uma danceteria, para levantar o astral de Jane, suas vidas começam a mudar. Christina conhece Peter, um sujeito que, estranhamente, não está desesperado para levá-la para cama logo no primeiro encontro. Jane esquece rapidamente sua dor-de-cotovelo. E Courtney, como sempre, está curtindo tudo. No dia seguinte, Christina não consegue tirar da cabeça aquele rapaz que a esnobou. E o título em português do filme começa a fazer sentido.



Tudo Para Ficar Com Ele chama a atenção por abordar, sem preconceitos, os desejos sexuais femininos. Na maioria das vezes, as comédias com tom erótico são narradas sob o ponto de vista dos homens. Quase sempre são eles os "caçadores". Aqui, a situação se inverte. A roteirista Nancy Pimental - estreando no cinema - não usa meias palavras para deixar claro que as mulheres também caçam, sim. E muito. Os mais conservadores podem estranhar o tom abertamente erótico do filme e não curtir, por exemplo, uma sátira ao filme Fama, em que se faz uma apologia escancarada ao pênis. Mas vale lembrar que Pimental também é roteirista da série de desenhos South Park, em que o escracho corre solto.


O filme deveria ser um filme só para mulheres,mas o sucessos veio também com os homens,que adoram ver as personagens encarando desafios um tanto eróticos,como na divertidissíma cena em que elas entram em um banheiro masculino.
Outra cena que arranca gargalhada de todos e a cena do sexo oral,onde Jane está presa com a boca no pênis de seu namorado que tem um pircieng no local. A cena acaba com várias pessoas cantando a música tema de Armagedon da banda Aerosmith,muito engraçada!!



Mas o pico do filme fica por conta da cena do restaurante,onde as protagonistas dançam e cantam uma música dedicada ao pênis. Com trechos do tipo "Meu corpo é um filme e o seu pênis é o astro!" e " Ele é grande pra caber aqui!" a cena acaba divertindo a todos com uma velhinha dançando,cantando até dando estrelinha. Hilária!


Com direção de Rober Kumble, o mesmo de Segundas Intenções, Tudo Para Ficar Com Ele pode ser uma boa diversão para os menos conservadores ou moralistas.



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Relíquias Nacionais!!

Hoje eu não irei mostrar para vocês apenas um filme imperdivel,e sim,três super filmes nacionais. Não! Eu não passei o meu dia ontem gastando dinheiro vendo todos esses filmes no cinema. Se bem que eu daria um bom dinheiro para vê-los sempre.
O cinema nacional consegue nos surpreender quando conseguimos vasculhar seu baú e rever certos filmes que nunca foram sucessos,mas que se depender de seus fãs da era digital eles nunca serão esquecidos. Pricipalmente pelo fato de que hoje em dia podemos assisti-los entrando em sites como o Youtube. Sim,eu amo o Youtube!

O Gato De Botas Extraterrestre

O filme conta a história de ser completamente diferente...Charmoso,cauteloso,desajeitado,malandro,alegre,especial,espacial,lunatico e emocionante(pelo menos é o que diz no cartaz do filme,rsrsrs). Um gato extraterrestre,bastante malandro intenta mil mentiras para fazer com que seu dono,um pobre camponês(Mauricio Mattar),se consiga passar por um rico marquês para conquistar o coração da princesa(Flávia Monteiro).

Esse filme foi lançado em 1990,mas só agora está sendo conhecido por muita gente. Eu mesmo só fui assisti-lo essa semana. E adorei ver Flavia Monteiro(nossa eterna professorinha de Chiquititas) contracenando com Mauricio Mattar nesse filme. Eles mesmos passam a imagem de não saber o que estão fazendo naquele filme e que um dia se arrependerão de te-lo feito.

MELHOR CENA:

A cena do casamento é muito divertida pelo fato da atuação dos atores,que tentam passar um ar de seriedade,mas acaba saindo ao contrário.

CURIOSIDADE:

O diretor deste filme está para o cinema como aqueles editores picaretas estão para a literatura amadora que tem que pagar pra fazer qualquer coisa. Ele colocava anúncios no jornal, vc ligava pra fazer testes e em troco enviava uma cartinha para vc ser co-produtor da nova superprodução. Dava como exemplo este O Gato de Botas Extraterrestre. Este cartaz faz sensacionalismo com a maquiagem do gato, feita por um maquiador de Hollywood, o que só piora minhas impressões a respeito da obra.

VALE A PENA ASSISTIR, PORQUE:

Para que Mauricio Mattar e Flavia Monteiro nunca se esqueçam de quanto eram ruins na época desse filme,e o melhor,para que nunca esqueçam que o tenham feito. Fora a péssima atuação e o péssimo roteiro,o filme não tem nada de bom!


Histórias Que Nossas Babá Não Contavam

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Clara das Neves é a princesa a qual a Rainha persegue por ser mais gostosa que ela, segundo seu sacana espelho mágico. Depois de enviar o caçador para matá-la, Clara das Neves vai parar na cabana dos Sete Anões que, acostumados a terem os prazeres do sexo apenas com um dos anões que faz as vezes de mulher, se esbaldam na morena, cada um tendo sua vez, provocando ciúmes no anão rejeitado.

Uma boa comédia dos tempos da "adorada por uns, repudiada por outros" pornochanchada. Um filme que transformou a "inocente" história da Branca de Neve numa atmosfera de pura sacanagem! Filme nacional que marcou uma geração.

Assim como eu, imagino que muitos leitores viram este filme quando tinha uns, sei lá, 12, 13 anos. Para ser mais exato, vi no no SBT, nos tempos que faixa etária na programação da TV aberta era para os fracos. E posso dizer que, naquela idade, ele me rendeu algumas boas horas de... divertimento cultural solitário. Muito bom mesmo. Recomendo e o Costinha está impagável como o caçador.
Hoje, passa de vez em quando na sessão "Como Era Gostoso o Nosso Cinema", do Canal Brasil. Quem tiver oportunidade, assista.

MELHOR CENA:

Eu gostei principalmente das cenas em que o Homossexual Espelho Mágico aparecia. Ele seria um tataravô do Chrinstian Pior do Pânico: esculhambação com classe!

VALE A PENA ASSISTIR, PORQUE:

Por incrível que pareça, o filme tem um fundo histórico como pano de fundo. A Rainha personaliza o Regime Militar que o Brasil sofria na época. Cenas como a instituição dos Atos Institucionais pela Rainha, que eu sinceramente não sei o porquê de não terem sido censuradas, estão lá. Enfim.

Embora faça parte de um gênero escrachado por pseudos-comentaristas de cinema, acredido que trará boas risadas. E se forem adolescentes, caros leitores, só não trarão momentos de diversão solitária porque nos dias de hoje vocês têm toda e qualquer sorte de putaria devidamente arquivada a um clique de mouse. Não será um "reles" filme de 1979 que te proporcionará esta diversão.



Cindelera Baiana



Cinderela Baiana narra a saga de uma menina pobre do Recôncavo Baiano que nasceu burra, não aprendeu nada e ainda esqueceu a metade. E que, mesmo assim, graças à abundância de seus talentos naturais (posteriormente turbinados pelos avanços da medicina), encontra a fama, a riqueza e o amor.

"Cinderela Baiana" (1998) é como "Limite", de Mário Peixoto: uma lenda do cinema nacional, vista por muito poucos. Fracasso de público nos cinemas, relativo sucesso em vídeo, o que atrapalha seu descobrimento pelas novas gerações é um detalhe prosaico: os vhs lançados pela PlayArte possuem proteção anti-cópia Macrovision, o que dificulta a transposição amadora do filme para dvd-r e divx.
Vencido este obstáculo -- ou finalmente legalizado em dvd -- "Cinderela Baiana" reaparecerá como peça intrigante: extremamente tosco para ser levado a sério por seu público-alvo -- as crianças -- e exageradamente ingênuo para ser, de fato, um trash movie cultuado por adultos masoquistas, o meio-termo onde se equilibra faz com que pareça ainda pior e mais despropositado. Nada, mas nada mesmo do que o leitor sofreu até hoje em cinema brasileiro -- nem os momentos mais alegóricos de Glauber Rocha -- consegue chegar próximo ao anti-filme de Conrado Sanchez, construindo a cinebiografia da ex-dançarina do Tchan!, Carla Perez.
Ainda que os dez minutos iniciais lembrem um melodrama (a criança de pé no chão, pedinte na beira da estrada), o que vem a seguir quase mata do coração: depois que sua mãe morre, Carla sofre um amadurecimento relâmpago, e, por contingência no orçamento, a atriz-menina de nove anos desaparece para dar lugar à própria, uma mocetona de vinte e dois, enquanto sabemos que apenas "três anos se passaram..."
Simpática, bem-fornida, a heroína ganha dois amigos (um deles é Lázaro Ramos, no segundo longa de sua carreira), e começa a operar milagres dançando. Quando reclamam de fome, os três tentam roubar um tabuleiro de acarajé. A baiana, com pena, distribui aos jovens seu produto de graça. Mas, curiosamente, apenas os dois rapazes ganham a iguaria -- Carla, que era a mais fraca e faminta, começa a saltitar em frenesi. Assim, consegue que a rua lote de dançarinos e a generosa senhora fature horrores.
Há também Perry Salles, terrível no papel de Pierre, um empresário italiano cafajeste (porque em roteiros simplórios, estrangeiros são sempre inescrupulosos?), que consegue para Carla as primeiras chances na carreira. Em meio à hecatombe do histriônico oportunista e de Carla pra lá e pra cá, ao menos grande parte das bandas de axé music dos anos 90 desfilam incidentalmente, traçando útil e datado panorama do espetáculo das massas.
Fosse sobre axé, o filme ganharia nuances sociológicas e comportamentais. Rodado em Salvador, então, lograria o mérito de descortinar uma cidade cinematográfica, tão bem aproveitada em "O Pagador de Promessas" ou "J.S. Brown". Como a música, o lugar e qualquer outro elemento são acessórios, a única impressão possível é a de jocosa vinheta kitsch, apoiada em uma espécie de desconexão da realidade.
Entre a falta de eixo e os claros problemas financeiros, temos a habilidade interpretativa da atriz principal. Carla às vezes parece ter sincera vontade de rir (eu também acharia graça), quando despeja monólogos oligofrênicos em cenas absurdamente nonsense. Para piorar, surge um partner romântico, o cantor Alexandre Pires -- cujo estilo de interpretação lembra muito o do galã bíblico Victor Mature.
Alexandre humilha os capangas de Pierre, em coreografia revivida de finados telecatches. No final apoteótico, Carla volta de carro importado ao local onde antes pedia esmolas, e discursa emocionada contra "campanhas demagógicas", para em seguida libertar passarinhos da gaiola e improvisar um número de dança. Tal ato gerou até uma comunidade no Orkut, com a foto de Carla em pleno êxtase magnânimo.
"Cinderela" fascina porque também remexe (ops!) forças ocultas: o derradeiro suspiro do cinema da Boca -- afinal, Conrado, o produtor Galante e o montador Éder Mazzini eram crias do longínquo quadrilátero paulistano -- inadequado ao aparato marqueteiro de videoclip que o final dos anos 90 exigia. Mas acreditar que Conrado Sanchez fez esta pérola por ser um cineasta inábil me parece falso: "A Menina e o Estuprador", com Vanessa Alves e Zózimo Bulbul, é barato, ligeiro, e cheio de momentos talentosos.
Já Antônio Polo Galante, que deixou sua marca em quase cem filmes, dispensa apresentações. Talvez o maior produtor da história do cinema brasileiro, podia ter encerrado carreira com o fabuloso "Anjos do Arrabalde", onze anos antes. Tão bisonho e claudicante, seu canto dos cisnes erra até nos créditos: o "baiana" da Cinderela, surge grafado "bahiana". Quem viu, não esquece jamais.


MELHOR CENA:

Sinceramente...O filme todo é imperdivel. Mas a última cena é a que da mais orgulho de ter conseguido assistir a esse filme.

VALE A PENA ASSISTIR, PORQUE:

Só pela personagem principal já se vale ver o filme. Burra como porta,ela solta várias pérolas o filme inteiro. Como na cena em que está com seu empresário e ele a pergunta se ela gostaria de participar da seleção para dançarinas de um famoso cantor. Ela com um belo sorriso no rosto responde,"Seleção? Mas eu não jogo futebol".Uhauhauhauhauhauha É de matar de rir.
Mas o que mais me chamou a atênção foi a pujança do apoteótico final, quando Carla Perez, vestida com trajes de odalisca, desce indignada de seu carro importado, ao se deparar com crianças trabalhando em uma estrada esburacada.Embora o espectador mais atento possa estranhar o porquê daquelas criancinhas estarem empunhando enxadas no meio do asfalto (??), nada é capaz de ofuscar o brilho do discurso social da ex-dançarina do Tchan. Atentem para a cena em que Carla liberta alguns passarinhos para o comovente vôo da liberdade,parafraseando as sapientíssimas palavras: "De que adiantam essas campanhas demagógicas?".
Muito bom!!

Contos de fadas e cinema brasileiro nasceram um para o outro, né? Tanto quanto samba pra alemão tocar em tuba!

Se eu fosse dono de distribuidora de DVD lançaria um Box contendo Cinderela Baiana, Histórias que Nossas Babás Não Contavam e O Gato de Botas Extraterrestre. Depois era só esperar o tilintar das moedinhas!


Espero que tenham gostado das dicas!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Boom Boom Clap!



Pareçe que realmente essa é o ano das crianças no mundo cinematográfico!
A Era do Gelo 3,Hannah Montana,Harry Potter,entre outros...Mas quem disse que esses filmes são só para crianças?
Eu sou prova viva disso que já assisti A Era do Gelo,já estou com meu ingresso garantido para a estréia de Harry Potter e estou maravilhado com o filme da cantora pop.

Sou fã dessa série da Disney e amei quando soube que iria virar filme! Logo foram surgindo cenas e até músicas do filme que foram me empolgando! Quando apareçeu o clip da música Hoedown Throwdrow logo vi que o filme seria um sucesso!!

Com uma diferente mistura de música folclorica com hip hop,Hoedown Throwdrow logo nos diverte com uma embolada dança e uma batida muito empolgante!
Ao som de Boom Boom Clap! Boom The Clap Clap! A cantora faz todos se levantarem e dançarem a música! Assim como os personagens do filme,que arriscam dar uns passos em um clip passado no final do filme!! Bem divertido!!



O filme estreiou e eu não consegui assistir por falta de companhia. A maioria dos meus amigos tem aquele certo preconceito com esse tipo de filme. Quando percebi o filme já estava saindo das salas de cinema. Logo peguei minha velha amiga calça jeans e fui sozinho assistir o filme!
Cheguei em cima da hora e ainda parei para comprar pipoca,mas quando entrei me deparei com a sala cheia de crianças,que logo ficaram me encarando...Também...Um homem barbudo com pipoca,chocolate e refrigerante sozinho assistindo Hannah Montana é um pouco estranho!
Foi quando percebi que o filme é sim para crianças,eu é não deixei de ser uma criança!!



Hannah Montana o Filme

Miley Stewart é uma garota que leva uma vida aparentemente normal, não fosse pelo fato de ter uma identidade secreta famosa, conhecida como Hannah Montana, uma verdadeira pop star. Esse detalhe parece tomar conta de sua vida, em meio à alta roda de Los Angeles, composta por gente descolada. Ela deixa que sua assessora Vita cuide de sua vida.


Aos poucos, Miley abandona sua vida pessoal, sua família - perde até a despedida do irmão quando ele vai para a faculdade - e dá mais atenção ao lado glamouroso das coisas. Seu pai, Rob Ray Stewart (vivido pelo pai verdadeiro de Miley Cyrus, o cantor country Billy Ray Cyrus), fica preocupado e decide que é hora de lembrar à filha suas verdadeiras raízes.


A gota d'água é quando Miley briga com outra cantora famosa por causa de um par de sapatos numa loja e acaba flagrada por paparazzi. Preocupado, o pai inventa a desculpa de que ela vai para Nova York, onde se apresentará. Mas, na verdade, leva-a para Crowley Corners, no Tennessee.


Em sua cidade natal, Miley vai reencontrar não apenas suas origens, mas também pessoas de seu passado, como sua avó Ruby.Um repórter bisbilhoteiro começa a fazer perguntas na cidade, o que poderá colocar a identidade secreta de Hannah Montana em risco.


Ao contrário da série, "Hannah Montana: O Filme" mostra como tudo começou, as origens da protagonista, ao levá-la de volta à sua pequena cidade no sul dos Estados Unidos.


O mais legal do filme na minha opnião é que mostra o lado humano dos personagens. Seus erros e acertos! Diferente da série o filme é voltado para Miley e Seu pai Rob Ray. Mostrando o lado bom e ruim na vida da personagem principal,o filme passa claramente as dificuldade de se ter uma vida dupla. É uma verdadeira faca de dois gumes! Pode-se passar uma imagem boa ou ruim de Hannah Montana!


O melhor do filme vai para o excelente espaço ganho do personagem Rob Ray,pai da Miley,que se torna o principal enrredo e figura do filme!
O filme mostra seus sacrificios para que o segredo de sua filha fique seguro,como na cena em que ele é obrigado a dar um fora na mulher que ama para que ela não descubra que Hannah Montana na verdade é Miley.
Chorei nesta cena! Sim! Chorei duas vezes vendo Hannah Montana o filme. Se você é desses que tem um coração mole na hora de ver filmes é impossivél não chorar nesta cena.



Outra coisa que vale muito a pena de ser ver no filme são suas músicas,que vão das mais dançantes até as mais melancólicas. Como na linda cena em que Miley canta a música Butherfly com seu pai!


O mais empolgante do filme fica por conta da cena final em que Hannah Monata tira a peruca no meio do show revelando sua verdadeira identidade para o público da cidade!
Chorei de novo! Sim! Chorei pela segunda vez!
Não tem como não se emocionar com a Miley fazendo um discurso com a peruca na mão!
Emocionada ela canta a música The Climb,a música mais bunita do filme! Emocionante!


O filme passa além da série e leva o público ao delirio com a cantora mais pop da atualidade!
E pra quem não se acha mais criança para ver o filme,vale o esforço. E para quem é uma eterna criança como eu só resta torcer para uma continuação!!






Cena da música Hoedown Throwdrow!

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domingo, 5 de julho de 2009

Não é Futebol!



Cansei de querer falar sobre o excelente filme de Stanley Kubrick e ouvir algo do tipo:-Ah sim! Laranja Mecânica? O time da Holanda né?!
AAAAHHHHHHHHHHH
Laranja Mecânica não é um time! E sim um grande filme!

Laranja Mecânica é a adaptação cinematográfica de Stanley Kubric do livro de Anthony Burges do mesmo nome.

O Livro

Escrito por sAnthony Burges e com o título original A Clockwork Orange, a obra foi lançada em 1962 na Inglaterra e em seguida traduzida para diversos países. Laranja Mecânica faz parte de uma trindade distópica que coroa a ficção científica do século XX. O livro de Burgess divide com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (ambos britânicos e um pouco mais velhos que ele) a honra de criar um dos cenários mais apocalípticos da literatura de todos os tempos.

O que motivou Burgess a escrever Laranja Mecânica foi inicialmente seu fascínio por gírias, dialetos, neologismos e o jargão de subgrupos (o que hoje convencionamos chamar de tribos urbanas), além de seu espanto, ao voltar de uma viagem à Malásia, com o surgimento repentino de cafeterias, música pop e gangues de adolescentes.

Burgess ambientou Laranja Mecânica no futuro próximo, num tempo em que a violência adolescente atingiu um nível tão insuportável que gerou uma repressão em igual medida da parte do governo, com técnicas pavlovianas de condicionamento (leia-se lavagem cerebral).

Para resolver a questão da efemeridade da gíria usada por gangues da época, Burgess decidiu criar, a partir de um aprofundamento na língua e cultura russa, seu próprio dialeto ou linguagem, chamada por ele de nadsat – termo russo traduzido para o português como adolescência. O nadsat consiste numa mistura de palavras da língua russa e inglesa.

A tradução americana de Laranja Mecânica sofreu alterações à revelia do autor. Nela foi incluído um glossário nadsat e o último capítulo foi simplesmente cortado, alengando-se “razões conceituais”: um final com tom mais otimista não combinaria com o resto do livro. O filme de Kubrick se baseia na edição americana.

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O Filme

No futuro, Alex (Malcolm McDowell), líder de uma gangue de delinquentes que matam, roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, ele é usado em experimento destinado a refrear os impulsos destrutivos, mas acaba se tornando impotente para lidar com a violência que o cerca.

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É muito difícil julgar um filme como este. Algo frio e violento, ainda pode ser divertido, sarcástico e visionário? Quando se trata de Laranja Mecânica, sim!O filme, em todo o seu esplendor, é uma experiência provável que jamais se esquece. Seus personagens, seu estilo, seu tema e seu material explícito - todo ele combina com a criação de um maravilhoso conjunto que irá ficar na cabeça de muita gente por muito tempo.Devido à intensa violência, especialmente contra as mulheres, é um filme perturbador e difícil de se assistir. Mas se você faz parte do mundo dos cinéfilos, você deve assistir sem interrupção! Deixe Stanley Kubrick levá-lo sobre o lado emocional cinematográfico de sua vida. E não se esqueça de respirar, certo certo? (assistam ao filme e vão entender)

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Sim, pode parecer absurdo, mas creio que não sou a única a perceber o lado B de Alex, o destrutivo e pervertido personagem do genial filme de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica de 1971. Num roteiro único cheio de linguagem própria, o filme explora um tema absolutamente contemporâneo. “A Clockwork Orange” surpreende e choca seus espectadores até hoje.

Completamente ignorado pela mãe, o personagem interpretado por Malcolm MecDowell vive uma vida desenfreada junto a sua gangue. Delinqüentes que matam, roubam e estupram.

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Num futuro psicodélico e sombrio, “Alexander the Large", vive uma rotina de violência, sexo e caos em Londres, usando uma linguagem própria misturando inglês, russo e gírias criadas pelo bando. Ao ser preso em uma de suas ações absurdas junto a sua gangue, Alex é submetido a testes com drogas, numa tentativa de dominar seus instintos subversivos. E é nesta circunstância que este incrível personagem bizarro se mostra absolutamente astuto e inteligente, contrapondo sua personalidade desfalcada e doentia revelada no começo do filme.

Surge então o que chamo de: primeira vontade de empatia com o personagem. A forma como Alex consegue lidar com o tratamento é que mostra seu lado B, e automaticamente ameniza a primeira impressão, despertando uma confusão de conceitos sobre esta figura intrigante. O fato, é que ele não deixa de ser um pervertido e agressivo. Seus instintos dominantes são apenas controlados com o tratamento, que diga- se de passagem, tão hostil e violento quanto o próprio De large.

As seções de tortura e as reações que tais causam no personagem despertam a segunda vontade de empatia. Privado de maneira brutal de seus impulsos violentos, Alex perde também seu livre arbítrio.

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Em suma, o que se constata da personalidade de Alex e que traz consigo esta parte cativante, é que esta figura não passa de um ser humano descartado pela sociedade, por isso a falta de limites, não é um louco, como parece ser e pelo contrário, é um cara dotado de grande inteligência mas que canaliza sua habilidade de pensar em gestos agressivos e atos violentos.

O lado B deste incrível e complexo personagem, é tão admirável, que nos causa medo, um paradoxo atual abordado em tempos escusos que é no mínimo, genial.

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Censura Brasileira

Rodado em Londres no ano de 1970 e lançado mundialmente no ano seguinte, Laranja Mecânica virou alvo da censura na época e foi proibido no Brasil. Por quase toda a década de 70, os brasileiros só ouviam falar daquele polêmico filme realizado por Stanley Kubrick após a ópera-prima 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Durante anos a única referência ao filme era sua inovadora trilha sonora que misturava experiências eletrônicas do compositor Walter Carlos (antes de virar Wendy Carlos) com as composições de Beethoven. O filme só foi liberado para exibições no Brasil em 1978 em cópias onde foram incluídas “bolinhas pretas” sobre as genitálias dos corpos nus. A anacrônica censura da época achava mais importante esconder a nudez do que expor as plateias à violência exacerbada que o filme mostrava de maneira até então nunca vista em uma produção mainstream.

Hoje as “bolinhas pretas” não passam de curiosidade e mico histórico ao qual os brasileiros foram submetidos. No entanto, o mesmo não se pode dizer da violência urbana que Laranja Mecânica retrata e que de certa forma antecipava para o futuro. A recente revolta dos jovens nos subúrbios de Paris é apenas mais um episódio que confirma o quanto o livro de Anthony Burgess e o filme de Stanley Kubrick estava à frente de seu tempo.

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Se você é desses que tiram uma lição de moral no final do filme fica bem claro a lição deste..."Tudo Volta Pra Você!"

Nosso protagonista se encontra cara a cara com as pessoas que foram violentadas por ele,mas desta vez a pessoa indefesa torna-se ele.

"Extraordinária sátira à hipocrisia social."