quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Mulher Ideal!


Ontem fui ao cinema e sai com a maior felicidade do mundo!
O ano de 2009 nos trás boas surpresas em comédias brasileiras. Já tivemos os ótimos Se eu fosse você 2 e Divã, Teremos ainda Os Normais 2. E somos apresentados o divertido A Mulher Invisível, o filme da Luana Piovani.


seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Pedro (Selton Mello) ainda acredita no conceito do casamento, enquanto que Carlos (Vladimir Brichta) não aceita a possibilidade de que um homem passe toda sua vida ao lado da mesma mulher. Os dois são colegas de trabalho em uma sala de controle de tráfego da prefeitura. Um dia Carlos fica preocupado com o amigo, devido ao estado depressivo dele ao ser abandonado por sua esposa, Marina (Maria Luísa Mendonça). Vitória (Maria Manoella), vizinha de Pedro, testemunha silenciosamente seu drama através de um buraco na parede. Até que subitamente alguém bate na porta de Pedro. Trata-se de Amanda (Luana Piovani), sua nova vizinha, que veio apenas lhe pedir açúcar. Com um jeito inocente e ao mesmo tempo sedutor, ela muda a vida de Pedro. Só que tem um problema: Amanda é invisível.
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Ao terminar o filme eu sai com uma palavra na cabeça,IDEAL. Quem nunca imaginou ter o companheiro ideal?
Ideal vem idéia,e é essa idéia que tentam transmitir na tela.

Um cara com o ideal de casar,ter filhos e constituir uma familia perfeita é surpreendido com o pedido de divorsio de suas esposa e com a noticía de que ela estaria grávida de outro homem. Ao receber esse baque,Pedro(personagem de Selton Mello),sente como se seu mundo tivesse acabado. Perde a vontade de trabalhar,de sair para se divertir e de até ter relações iniciando uma grande depressão. Quando surpreendentemente conheçe Amanda,que é uma mulher perfeita, mas que só ele consegue ver e ouvir. E nasce o dilema: ficar ou não com uma mulher sexy, compreensiva e caseira? Amanda representa uma mulher ideal e veste diversos modelos, representando as fantasias eróticas da maioria de todos os homens. -Isso mesmo! Em várias cenas encontramos Amanda em um estilo de fantasia. Meu coração chegou a bater mais forte na cena em que Pedro chega em casa e se depara com Amanda somente de calcinha e sutiã abaixada limpando o pé da cadeira. Nossa! Viva Luana Piovani!

A modelo-atriz, que estampa o personagem título, é um deleite à parte. Assim como Megan Foxx desvia os olhares dos robôs de Transformers, Piovani ilumina todas as cenas de A Mulher Invisível.
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Enfim,ao arredondar a história você percebe que Amanda se trata de um fruto da imaginação de Pedro,sim,uma mulher imaginaria. O que faz confundir com o título,ela não é invisivél,é imaginaria! Se parar para pensar existe diferença!
Mas atire a primeira pedra quem nunca teve um amigo imaginário! Bem,eu posso atirar,nunca tive um amigo imaginário...Quando criança eu brincava com o da minha irmã!rsrs
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O longa apresenta diversas situações engraçadas. Infelizmente, se trata de mais uma comédia romântica melosa e previsível, que ainda sim diverte. Ao sermos apresentados logo no início à personagem de Maria Manoela, a outra vizinha, notamos que ela irá ser parte de uma ponta do triângulo amoroso.
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Selton Mello está bem no papel, mas ainda possui semelhanças de outros trabalhos, principalmente no jeito sussurrado de falar. Mas mesmo assim é magnifico quando se trata de se pegar. Não tem como não chorar de rir nas cenas em que Pedro e Amanda estão em púplico,onde ele pensa estar dançando,beijando e até entrando no cinema com sua namorada e as pessoas não a enchergam,mostrando assim o verdadeiro fato,ele está dançando,beijando e entrando no cinema sozinho. Hilário! Você ri,chora e leva susto ao mesmo tempo se atrás de você estiver uma daquelas pessoas que ri com o corpo e toda hora da uma porrada no seu banco.
A revelação Manoela tem uma boa oportunidade de solidificação de seu trabalho.
Luana, que só contracena com Selton, é quem comanda o filme. Seria difícil pensar no longa sem a presença da atriz.
O elenco ainda é abastecido de Vladimir Brichta – como o amigo canalha de Mello – e Fernanda Torres, o melhor do filme.
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Fernanda Torres dá um show de comédia um suas poucas cenas. A atriz mostra por que é considerada uma das melhores atrizes da comédia brasileira. Seus gestos,caras e bocas arrancam gargalhadas do público. Com certesa a melhor coisa do filme!
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Cláudio Torres – irmão da atriz Fernanda – conseguiu realizar seu melhor trabalho até aqui. Redentor e A Mulher do Meu Amigo são seus outros trabalhos mais notáveis. Apesar do roteiro fácil, o diretor conseguiu a proeza de não cair no clichê que o gênero pedia. Nos apresentou um enredo simples, mas coerente e que agradará em muito, por incrível que pareça, o público feminino.


Trailher do filme



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terça-feira, 16 de junho de 2009

Oscar 2000!


Em 1999 estréia nos cinemas um filme que iria mexer com a cabeça de todos,e com certesa um grende sucesso de bilheteria.

O Sexto Sentido!

O mundo parou com aquele menino que via gente morta! E com qual frequencia? Todo tempo! Sustos,emoções e um grande e surpreendente final formam esse excelente filme.
O tempo passa e chega o ano 2000. Contagem regressiva para a entrega do Oscar para os cinéfilos. O grande dia chega e com ele a espectativa de qual filme iria ganhar a principal estatueta. Fiquei acordado até umas duas horas da manhã para ver O Sexto Sentido ganhar o Oscar de melhor filme,e vou ser sincero,quem deveria ganhar um Oscar sou eu e todos aqueles que conseguem assistir aquela premiação até o final. É muito cançativo e aquelas piadinhas que os atores são obrigados a fazer já estão manjadas! Mas enfim,voltando ao assunto,ao abrirem o envelope e aclamarem a famosa frase tive uma grande descepção! Deu Beleza Americana!
Eu e todos os fãs de O Sexto Sentido não podiamos acreditar que aquele filme das petalas de rosas poderia levar a principal estatueta. Fustrante!
Um ano passa e a Globo anuncia o vencedor do Oscar no Tela Quente, e como antes,não tinha interesse de ver esse filme. Chegando em casa depois de um dia cançativo o que eu mais queria era esticar meus pés no sofá e quando ligo a TV está lá a primeira cena do filme.
Assisti o filme sem mesmo ir ao banheiro...Pronto! Nasceu uma nova paixão!!

Beleza Americana!

Depois que assisti esse filme eu vi o quanto ele mereçeu receber a estatueta...Bem melhor do que o filme dos mortos. Qual o nome dele mesmo?

BELEZA AMERICANA

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Sinopse
Lester Burham (Kevin Spacey) não aguenta mais o emprego e se sente impotente perante sua vida. Casado com Carolyn (Annette Bening) e pai da "aborrecente" Jane (Tora Birch), o melhor momento de seu dia é quando se masturba no chuveiro. Até que conhece Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. Encantado com sua beleza e disposto a dar a volta por cima, Lester pede demissão e começa a reconstruir sua vida, com a ajuda de seu vizinho Ricky (Wes Bentley).



Beleza Americana é caótico em seu humor negro. Totalmente ofensivo às aparências do american way of life. Dois lemas explorados por personagens do filme servem para ilustrar o que move o roteiro: "Quando você não tem nada a perder, você pode arriscar tudo!" e "Não existe nada pior que ser uma pessoa comum!"
É de uma admiração chapante ver como várias tramas paralelas vão se ligando e mexendo com valores que muitos julgam intocáveis. Pura aparência. Símbolos americanos são despidos e toda a hipocrisia salta na tela levando o público ao sorriso. A famosa imagem de Marilyn Monroe enrolada num lençol de cetim vermelho se transformou em Ângela (Mena Suvari, de American Pie) deslizando sensualmente entre milhares de pétalas vermelhas.
Aliás, a personagem de Mena Suvari exala sexualidade em todas as suas passagens pelo filme. Ângela faz questão de narrar suas tórridas experiências sexuais para, no final, revelar sua inexperiência e medo de ser comum. O sexo é um dos motores do filme, mas ele está dentro de um contexto que o público sequer se importa com o seu teor. A influência sexual na vida das pessoas é mostrada de três ângulos diferentes: homossexualismo sugerido, as descobertas da adolescência e as crises e traições extra-conjugais.


De uma submissão à mediocridade até as revoluções causadas pelas visões que ele tem de Ângela, amiga de sua filha Jane, que aparece para ele em sonhos e em público misturando devaneios à realidade. Lester é capaz de ações incomuns entre si: se masturba no banheiro de manhã (o que considera o melhor momento de seu dia), briga no trabalho, passa a fumar maconha e a fazer musculação, ao mesmo tempo em que tenta se reaproximar, sem sucesso, da filha rebelde.

É impossível não se emocionar com Beleza Americana. É impossível não se ver em alguma situação ou no lugar de algum personagem do filme. Apesar de toda ironia, ofensa, cinismo e crítica o filme é bem realístico. Não faltam as reuniões de meninas falando futilidades sobre garotos e moda, pessoas influenciadas pela ganância e competitividade do mercado de trabalho na Globalização, fraquezas nutridas por livros de auto-ajuda, relacionamentos familiares desmoronando sem reação alguma e ansiedade juvenil embalada por cigarros de maconha.

Não tem como falar de Beleza Americana sem citar a cena do saco plástico.Uma cena simples,com um video simples de um saco simplesmente voando. Perfeita! As palavras de Rick na sena te fazem arrepiar mais do que um sopro na nuca. Demonstra a vida de um modo simples!

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Curiosidades

- Logo após o lançamento de Beleza Americana surgiram vários boatos acusando Kevin Spacey de pedofilia, já que teria mantido relações com Mena Suvari (na época menor de idade). A notícia foi desmentida por ambos.

- Na edição final, o diretor Sam Mendes terminou por retirar quase 5 minutos do final do filme, alternando radicalmente o fim da história.

- American beauty é um tipo de rosa muito cultivada nos Estados Unidos, com uma peculiaridade: ela não possui espinhos nem cheiro, uma metáfora sobre o vazio do americano comum.


Beleza Americana foi um dos favoritos ao Oscar em 2000, mas não é o tipo de filme que a Academia costuma premiar. Um exemplo foi o que aconteceu com o ótimo, crítico, irônico e original Show de Truman ano passado Mesmo assim, Beleza Americana ganhou cinco estatuetas: melhor filme, ator, diretor, roteiro original e fotografia. Este ano a coisa foi diferente porque não havia nenhuma grande produção milionária e, porque por trás de Beleza Americana está a Dreamworks, o estúdio de Spielberg. Mesmo se não ganhasse nenhum Oscar, o sorriso de Lester, morto no final do filme, justifica um dos filmes mais agradáveis já feitos.


Trailher do Filme


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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia Dos Namorados!


Felizmente para uns,dia 12 de junho comemora-se o Dia Dos Damorados. Dia de estar ao lado de quem se ama e de demonstrar esse amor. Uma dica para os apaixonados:
Ir ao cinema no dia dos namorados esta totalmente por fora...As filas estão imenças,cheiro de pipoca não combina e fora que não esta passando nenhum filme para casaia apaixonados,dai vocês vão ser obrigados a dividir a sela com um bando de muleques que não calam a boca e ficam gritando o filme todo...Tenta ver Wolverine e saberá do que estou falando.
Nada melhor do que nesse dia tão especial do que expulsar sua irmã,sua vó,piriquito,cachorro e etc de sua casa e ficar sossegado ao lado de seu amor assistindo um belo filme...Como dizem uns por ai "É batata!". Ficar agarradinho no conforto de sua sala assistindo um ótimo filme(e ainda podemos voltar nas melhores partes).
Bom para os felizes casais mas tambem e infelizmente bom para solteiros como eu que ficarão com potes de sorvetes e chocolates assistindo um filme e se perguntando porque está solteiro!!

Ta ai um excelente filme para os eternos apaixonados!!

P.S. EU AMO VOCÊ

P.S. I Love you retrada a história de um casal apaixonado que passa por momentos dificeis. Entretanto,o mocinho da história tem um problema de saúde e deixa sua esposa sozinha. Para uma mulher extremamente dependente de seu amante, a vida começa a ficar dificil e a única vontade que ela tem é de se encontrar com ele.

Antes de partir, ele já havia preparado algumas coisas pra ela. Cartas. Cartas de amor. Não para lembrar dos dois, mas para lembrar dela. De como ela era, dos sonhos que tinha, e do que ela gostaria de fazer. E assim começa uma jornada. Viagem para irlanda, brigas, desentendimentos, momentos cruciais para a retomada da vida.




Infelizmente, a magia de P.S. Eu Te Amo só funciona na primeira vez que você assiste o filme. Na segunda vez, a história já fica previsível demais. Esse é um daqueles filmes "vida real", que só acontecem uma vez e não tem como voltar atrás, sabe? Se este for o seu caso (ou se você for um "último romântico") e for sua primeira vez, pegue um lenço, deite na cama quentinha e prepare-se para os momentos mais emocionantes.O filme pode ser dividido em dois: primeira parte é o romance, a forma como os protagonistas se conheceram na Irlanda e vida à dois. Mas acontece, que a maioria dessas cenas só acontece depois que não existe mais o casal e o personagem de Gerard Butler está morto. Daí partimos para a segunda parte da história, o drama que rola paralelamente à lembranças da viúva. E meu amigo, vou te falar a verdade, é realmente de ferir o coração e com menos de vinte de minutos de história, você já está morrendo de chorar. É um filme lindo e emocionante, não há como negar. Pergunte a quem assistiu P.s.: Eu te amo se é fácil conter as lágrimas diante de uma lição de vida e prova de amor tão grande. Quem já perdeu alguém que ama, ou tem medo de perder, certamente se emociona.

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O filme traz dicas de como alimentar uma relação com doses certas de surpresas e romantismo, isso tudo sem que caia no estilo “açucarado”. Os toques de humor (nada de besteirol americano) equilibram as cenas e transformam o drama em um “sobe e desce” de emoções em que é quase impossível não se identificar com alguma situação e se imaginar na pele de Holly Kennedy (Hilary Swank).


TRAILHER O FILME
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Polêmica Na Tela!


DO COMEÇO AO FIM


Desde que vazou na rede no início do mês, o vídeo promocional do filme "Do Começo ao Fim" tem causado polêmica na internet. Dirigido por Aluízio Abranches, de "Um Copo de Cólera" e "As Três Marias", o filme mostra a relação incestuosa entre os meio-irmãos Francisco e Thomás, vividos pelos atores João Gabriel Vasconcellos e Rafael Cardoso. No elenco, estão ainda Julia Lemmertz, como mãe dos rapazes, e Fábio Assunção como o pai de um deles.

E a polêmica promete aumentar ainda mais. Afinal, não é sempre que vemos um filme gay nacional. Mais difícil ainda é ver um filme sobre incesto gay.

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Do Começo ao Fim é uma história de amor. A história de Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme pretende contar a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância.
1986 - Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permace durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ele quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida que Thomás aprendeu o que era livre arbítrio. Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de 6 anos.
1992 - Julieta é uma linda mulher e uma mãe amorosa. É médica de um hospital e trabalha no setor de emergência. É casada pela segunda vez com Alexandre, pai de Thomás. Pedro, seu primeiro marido e pai de Francisco mora na Argentina. Julieta e ele continuam bons amigos. Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais, segundo Pedro, que passa uma temporada com eles em Buenos Aires.
2008 - Anos mais tarde, quando Francisco tem 27 anos e Thomás 21, Julieta morre repentinamente em um acidente de carro. Francisco e Thomas se tornaram amantes e vivem uma extraordinária história de amor.
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Apesar das cenas dos irmãos trocando carinhos no banho e na cama, Abranches faz questão dizer que não fez um "filme gay", e nem saberia dizer se os personagens que criou são necessariamente homossexuais.
"Pode ser uma relação que acontece só entre os dois, quis apenas tratar de dois assuntos que me interessam bastante, que são as relações amorosas e a família. O fato de Francisco e Thomás serem meio-irmãos não foi uma forma de aliviar a história. Não tinha nem o que aliviar ali. Quando jovem fui um ávido leitor de Eça de Queiroz e reli 'Os Maias' várias vezes, talvez na esperança de que alguma vez os protagonistas fossem ter um final feliz. No meu filme, queria uma história de amor , entre irmãos que não tivesse que acabar em sangue, como sempre acontece"
Diz Abranches, que não vê problemas numa relação como a retratada no filme: "estou esperando alguém me dizer porque não poderia acontecer".
Uma das características do filme que mais deve causar desconforto, segundo o diretor, é o fato de a relação de Francisco e Thomás ser tratada como algo perfeitamente normal.
"Quero poder levantar uma discussão sobre esses dois tabus, mas sem focar neles; em nenhum momento no filme isso [a viabilidade do romance] é posto em discussão".
Ele também acredita que a relação incestuosa retratada não é mais polêmica do que o fato de serem dois homens.
"Já li comentários indignados por causa do incesto, mas tenho certeza de que o que incomoda mais é a relação entre dois rapazes. A homossexualidade é mais tabu que o incesto intre irmãos"
Desde o vazamento do vídeo promocional - a idéia era divulgar um trailer mais próximo da estreia - já foram criadas 25 comunidades sobre o filme no Orkut, que somam mais de 40 mil membros. O vídeo no Youtube já atraiu 300 mil visualizações, apesar de ter sido apagado algumas vezes, segundo o diretor. Os quase mil comentários dos internautas em apenas um deles vão da indignação ao entusiasmo.
Para Abranches, o fato de serem dois atores bonitos (Vasconcellos também é modelo) não tem nada de apelativo.
"O filme não é sobre a beleza dos dois. Mas o tema principal do filme - o amor - é bonito, e nada mais coerente do que atores bonitos nesses papeis".


Preocupado com a estética do filme, o diretor conta que convidou seu colega Ueli Steiger para cuidar da fotografia de "Do Começo ao Fim". Steiger já assinou a fotografia de blockbusters hollywoodianos como "10.000 AC" e "O Dia Depois de Amanhã".
"Do Começo ao Fim" está em fase de finalização e deve ficar pronto em três meses, e ainda não tem data de estreia definida. Com cenas rodadas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, o orçamento deve chegar a R$ 2 milhões, valor considerado baixo por Abranches. Se o tema polêmico do filme pode ter compremetido a captação de recursos, a distribuição está garantida, conta o diretor. E depois das primeiras discussões e debates, as expectativas são otimistas.
*fonte: UOL Cinema

A data da estréia ainda não foi marcada, mas a produtora Pequena Central, de Marco Nanini, planeja colocar o longa nos cinemas ainda este ano.


Vamos lá! Na minha humilde opnião,por mais que não deva, homossexualidade ainda é um assunto polêmico. Filmes, livros, novelas ou qualquer material que coloque o assunto em pauta tende a gerar alarde e é difícil passar com indiferença pela maioria. E com essa polêmica vem a mídia,e com a mídia o dinheiro!
Pegando a onda do filme o Segredo de Brockeback Moutain,Do Começo ao Fim vai muito além do homossexualismo,deixando assim o público divido. Onde os homossexuas vangloriam,os simpatizantes aprovam,os liberais ficam curiosos e os homofóbicos revoltados. E é nesse debate em que entra o verdadeiro motivo de tudo isso...O DINHEIRO!
Os filmes de hoje em dia estão vindo cada vez mais gritantes,brigando entre si pela admiração do telespectador. A cada dia que passa somos bombardeados por filmes de todas as espécies e estilos,que não deixam ninguem na mão. São efeitos,opção sexual,religião,entre outras coisas que nos fazem sair do conforto de nossas casas direto para a cadeira do cinema.
Ao assistir o trailer deste filme eu até me arrepiei! Fiquei muito confuso,espantado e ao mesmo tempo curioso em saber onde aquilo ia levar...Mas sei que não termina bem...Nunca termina!
Vivemos em um mundo onde encontramos coisas ruins a cada canto que olhamos,onde a maioria das vezes em que abrimos os olhos para a realidade sentimos medo e dor...E não é assim que quero me sentir na sala do cinema. Quero fugir da realidade,usar daquela sala como um refugio,um lugar onde que pelo menos duas horas eu seja uma pessoa bem melhor e que me esqueça dos problemas do mundo!
Aonde foram parar aqueles filmes como nas décadas de 30,40,50...Onde haviam grandes filmes que eram tomados pela músicas e pelo amor...Comédia,romance,drama,musical,não importava o estilo do filme eles arrastavam multidões para os cinemas e eram grandes concorrentes ao Oscar!!
Emfim,mudei totalmente de assunto,mas uma coisa leva a outra...
Quero sim ver Do Começo Ao Fim,mas torço para que um dia a "7ª Arte" seja levada mais a sério e que os filmes voltem a serem feitos com paixão e não com o propósito de riqueza!!


Confira o Trailer

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Chico Buarque!


Em 24 de Dezembro de 2005 ganhei de natal do meu amigo Luiz Eduardo um livro chamado 'Calabar O Elogio da Traição'. Ele me presenteou dizendo ser "a minha cara" pois o livro era de Chico Buarque. O interessante é que não conhecia o trabalho de Chico e não me passa na cabeça até hoje o motivo dele dizer aquilo. Ainda me espantei ao saber que o livro foi escrito por ele,afinal Chico Buarque não era compositor e cantor? Sim,mas fiquei maravilhado folheando suas 110 páginas de uma só vez!
O livro realmente me prendeu e com ele nasceu uma grande paixão...CHICO BUARQUE!
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Desde então esse cara tornou-se um grande ídolo para mim. Me apaixonei por suas músicas,letras,livros e tudo que levava sua assinatura!
Um dia andando por uma livraria um livro me chamou a atenção,não pela capa ou pelo título e sim pelo autor,Chico Buarque. Budapeste era o nome deste livro que infelizmente não pude comprar por falta de dinheiro.A ideia de comprá-lo nunca saiu da minha cabeça,mas nunca mais achei o livro. Pesquisei na internet e conheci a história do livro,fiquei ainda mais apaixonado!
Agora no ano de 2009 é lançado o filme BUDAPESTE...-"Aaaaaaahhhhhh".Essa foi minha reação ao saber disso. No dia da estréia corri para ler o jornal em quais salas estariam passando o filme e para a minha frustação a sala mais proxima eu teria de pegar dois ônibus e andar mais alguns kms para chegar. Esperei passar mais uma semana para ver se iria chegar em algum cinema mais próximo,e nada!
Começei a ficar preocupado e a minha vontade de ver este filme era tando que eu cometi um grande pecado,um pecado que qualquer fanatico e colecionadores de filmes como eu(que tenho na faixa de 330 dvd originais) acharia sem perdão!
COMPREI O DVD PIRATA!
Mas consegui matar a minha vontade...
Enfim,esse blog não foi criado para diario pessoal e sim para passar minhas ideias sobre os filmes que assisto. Então vamos ao filme!
Chico Buarque faz participação em                 ''Budapeste'', contracenando com                 Leonardo Medeiros (Foto: Divulgação)

BUDAPESTE

Sinopse extendida:
"O que deseja ser num grito, num ato, numa frase?". Certamente, a esta pergunta do filósofo Miguel Unamuno, o personagem de BUDAPESTE, José Costa responderia um irônico: "nada".
José Costa, um angustiado ghost-writer (escritor fantasma) e também amante da linguagem e da escrita, aos seus 30 anos, é o narrador dessa eletrizante narrativa que viaja do Rio de Janeiro a Budapeste.
Quando Costa, já bem sucedido como escritor fantasma, está retornando do Congresso de Escritores Anônimos, em Instambul, uma ameça de bomba faz seu vôo fazer uma aterrizagem forçada em Budapeste.
Desde seus primeiros momentos na cidade, ele se apaixona pelo húngaro. E, lentamente, imagina poder preencher o vazio de sua existência como aquele idioma novo, que lhe parece indecifrável. A única língua que o Diabo respeita.
De volta para o Rio, ele reencontra sua mulher Vanda e seu filho. Mas passa a murmurar o húngaro, enquanto dorme. E cada vez mais insatisfeito com sua vida familiar e pessoal, ele começa a escrever, por encomenda, autobiografias.
Seu maior sucesso é "O Ginógrafo", uma narrativa permeada de sexo e aventuras, que escreve para o alemão, Kaspar Krabbe. Mas sua mulher Vanda, uma famosa apresentadora de telejornal, se apaixona por Kaspar, pensando ser ele o verdadeiro autor do livro, um dos grandes best-sellers do ano.
Cansado do trabalho e do casamento, numa decisão trágica, ele resolve voltar a Budapeste, onde ele se seduz cada vez mais pela língua e por Kriska, sua professora de húngaro.
Costa passa a viver com Kriska e se torna quase um verdadeiro húngaro: Zsoze Kósta. E domina tão bem o idioma, que começa a escrever, como ghost-writer. Teses, contos e poesias, nada lhe escapa.
Mas repentinamente ele é deportado de volta para o Brasil. Vê-se completamente alheio ao seu país, ao seu passado e fecha-se num quarto de hotel. O que poderia levá-lo de volta para Budapeste e Kriska? O trabalho de um outro ghost-writer.
O Sr..., ex-marido de Kriska, escreve "Budapeste" e ourtoga a autoria do livro a Costa. Ele, então, é convidado para voltar para a Hungria, coberto por glórias e honras. E também de volta para os braços de Kriska, que espera um filho dele.
À maneira de Borges e Gogol, num jogo de espelho e duplos, Costa é fadado a ser autor de uma história que não é sua. Ou é? E a viver um amor e uma felicidade que não são suas. Ou são? Essas coisas, o leitor e agora o espectador de cinema poderá descobrir.

O primeiro ponto de atração que Budapeste criará com o público será o fato de ser baseado no comentado romance de Chico Buarque – referências a sua obra podem ser vistas no trailer. As mulheres se interessarão pelos escritos do homem que mais próximo chegou de entender o sexo frágil, é o que dizem. Já os homens podem se contentar com tórridas cenas sensuais com belas curvas femininas expostas na tela.

Tais cenas podem ser colocadas no rol dos bons momentos desse filme irregular. A todo momento o espectador se sentirá em um vai-e-vem de admiração: quando está quase no ponto de perder-se totalmente o interesse pela fita, chega uma imagem impactante ou criativa que faz com que a relação público-filme volte a se aproximar. Por essa razão, é necessário uma boa dose de cautela ao indicar o longa. Um bom tanto de pessoas aplaudirá ao final da projeção, mas outra leva terá impressões finais negativas.

Para quem gosta de pontos turísticos, Budapeste é um convite para viagem. Enquanto a questão da autoria é discutida pelos dilemas de José Costa, as belas paisagens europeias são apresentadas com um olhar quase de endeusamento da cidade. Dessa forma, a Budapeste utópica do filme torna-se a Pasárgada do protagonista.

Colabora para o embelezamento da experiência do escritor anônimo a bela fotografia em tons dourados de Lula Carvalho (Feliz Natal). Budapeste é dirigida por Walter Carvalho, mais conhecido no meio por seus trabalhos como diretor de fotografia (Chega de Saudade), por isso a expectativa visual dessa produção era grande. Nessa caso temos uma rara oportunidade em que expectativas elevadas são plenamente satisfeitas.